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Edição 53
 
 
 

 
 
soluções naturais
 

Vegetariano sem riscos


Entrar nessa de uma vez pode prejudicar sua saúde. O segredo para abolir a carne do cardápio sem cair em cilada é montar um planejamento alimentar, como você irá acompanhar nesta reportagem


Por Rodrigo Gallo


Para muitas pessoas, ser vegetariano é sinônimo de ter uma vida mais saudável, com uma alimentação equilibrada e menos gordura no organismo. Realmente, é um pensamento correto. Contudo, como toda dieta, essa mudança de hábito alimentar precisa ser acompanhada por um especialista, afinal, o corpo pode não se adaptar às alterações logo de cara.

E entender a razão é simples. Pense: você comeu carne vermelha a vida toda. Sempre gostou de ir a churrascarias e rodízios. Nunca dispensou uma picanha na brasa ou uma maminha cheia de gordura. Então, como espera que seu organismo se acostume com a ausência desse tipo de alimento da noite para o dia?

Em parte, é uma questão psicológica. O corpo, porém, também pode sentir falta de determinados nutrientes presentes nas carnes, que serão descartadas na nova fase. O jeito, então, é fazer um plano alimentar para seguir em frente sem riscos. Vejamos algumas dicas básicas que podem ajudá-lo nessa tarefa.

Nos primeiros dias da nova dieta é permitido o consumo de carne, mas em quantidades menores

Vegetariano sem traumas

Você não é um robô que pode ser programado para qualquer mudança imediatamente. Então, não force demais o seu organismo. Nos primeiros dias da nova dieta, pode-se continuar comendo carne. Apenas reduza a quantidade.

De acordo com o médico Eric Slywitch, do Departamento de Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o ideal é consumir apenas 100 gramas de carne vermelha durante os primeiros dias da mudança. Isso pode ser feito durante uma ou duas semanas – depende de como o organismo vai reagir.

Além disso, é essencial incluir alguns alimentos no cardápio logo de cara: um deles é o azeite. Ele é ótimo para regular o funcionamento do intestino e para reduzir o mau colesterol (LDL). Em médio prazo, também reduz os riscos de acidente vascular cerebral (AVC) e doenças cardíacas. Aumente também a quantidade de vegetais no prato, como beterraba (rica em licopeno, vitaminas do complexo A e B, minerais e cálcio) e alface (possui fibras e pequenos níveis de cálcio e fósforo).

A nutricionista Josefa Marinho, de Recife (PE), explica que é interessante adotar pães e alimentos produzidos com farinha ou tubérculo, por serem fontes de carboidratos, grãos e comidas integrais, que fornecem proteínas.

Comer uma maçã por dia também é uma boa pedida – e isso não vale apenas para o começo da nova dieta, mas sim para toda a vida, pois a fruta ajuda a manter as taxas de colesterol em níveis seguros, melhora a circulação sanguínea e ajuda na digestão.

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